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Miguel Ballejo rompe com o governo Abade PDF Imprimir E-mail
Sáb, 24 de Abril de 2010 12:38

Em entrevista exclusiva concedida ao jornal Topa Tudo, o vice-prefeito Miguel Ballejo comunicou seu rompimento político com o governo Abade. De acordo com ele, três fatores motivaram sua decisão. Foram eles: a exagerada centralização administrativa, a falta de planejamento e, principalmente, a falta de clareza dos objetivos para os secretários.

“Logo que percebi que estávamos desmontando o que funcionava, e principalmente quanto vi o aumento excessivo da folha de pagamento, que chegou a atingir durante três meses quase R$ 2 milhões acima do que era possível suportar, causando o princípio dos atrasos de fornecedores, alertei formalmente ao prefeito que estávamos trilhando um caminho muito perigoso”, declarou.

Ao ser questionado se sua decisão é irrevogável,  Miguel Ballejo ressaltou que não faltou diálogo e nem boa vontade de sua parte. “Simplesmente nós divergimos de uma maneira muito profunda quanto à maneira de administrar nosso município, e esta divergência eu acho difícil de contornar”, considerou.

No bate-papo, Miguel Ballejo emite sua opinião sobre o troca-troca constante de secretários; critica a nomeação de secretários de fora e afirma que o prefeito Abade não tem grupos políticos que o apóiem e dêem sustentação à administração municipal.

Confira abaixo a entrevista na íntegra.

Topa Tudo - O que o levou a tomar a decisão de romper politicamente com o prefeito Gilberto Abade?

Miguel Ballejo - Nós construímos uma aliança política para vencer as eleições; e foi uma aliança muito difícil de ser concretizada, mas conseguimos com muito esforço. Sem ela, dificilmente teríamos tido sucesso. Alcançamos o nosso objetivo com a vitória. É lógico que essa aliança foi construída com a premissa de que tínhamos os mesmos objetivos para construir uma cidade melhor, e isso envolve uma visão administrativa que tem que ser compartilhada, o que nos parecia possível antes da campanha e na fase de transição dos governos; e eu diria até o período de dois ou três meses deste novo mandato, quando então comecei a ter duvidas sobre a viabilidade de seguirmos juntos. Portanto, quando nosso entendimento quanto à forma de administrar a cidade não coincide mais, a afinidade política passa a ser secundaria ou desaparece. Isso envolve uma visão administrativa que tem que ser compartilhada e que tem que ser duradoura.

TT - Em que ponto surgiram as divergências e quais foram?

MB - Todos nós sabíamos em qual situação encontraríamos a prefeitura, até porque há quatro anos tínhamos assumido uma administração totalmente desestruturada, sem credibilidade, com uma relação muito ruim com o funcionário e com a população, e em quatro anos conseguimos avançar em muitas áreas com relação à credibilidade, à organização, à relação com o funcionário e com os fornecedores. A própria estrutura funcional da prefeitura melhorou muito; a Saúde e a Educação funcionavam e em outras áreas nem tanto, o que vocês acompanharam e puderam comprovar. Portanto, minha visão era de que sabendo que teríamos um ano difícil, por causa da crise mundial e um mandato novo com suas implicações, deveríamos manter os setores que funcionavam bem, lhes dando mais qualidade, e enfrentar os setores com mais deficiências, se necessário alterando os mesmos de uma maneira radical, e planejando nosso fluxo de caixa em função da possível queda na arrecadação, que acabou não acontecendo. Após dois ou três meses, comecei a perceber que a prioridade era a desmontagem de praticamente toda a estrutura. Não sei se por desejar uma administração mais personalista ou mesmo por falta de conhecimento que, aliados à exagerada centralização administrativa, a falta de planejamento e principalmente à falta de clareza dos objetivos para os secretários, sem praticamente nenhuma reunião de trabalho até hoje, nos levou a situação na qual nos encontramos.

TT - Houve algum fato isolado que foi preponderante para a sua decisão?

MB - Acho que não. Mesmo que tenha havido algumas situações extremamente desagradáveis, quando eu ainda era secretário de Finanças, não foi apenas um fato que me levou a sair do governo. Sou paciente e persistente, não foi um fato e, sim, o conjunto dos erros cometidos. Acho que esse isolamento político começou a se dar logo no primeiro dia do mandato. Não foi uma coisa de um dia para outro. Eu alertei muito. Não tinha nenhuma necessidade de ofender o Ubaldino, para quê? Para ter uma rádio contra você? São adversários políticos, ganhamos a eleição deles. Acho que esse isolamento se deu em função do perfil do Abade, do personalismo dele, da vontade de implementar um governo que tenha a cara dele e que não é tão fácil de se fazer, como se imagina. Em quatro anos desmontar toda uma coisa que funcionava e montar outra com a sua cara, sem a devida experiência e sem um grande planejamento é impossível. A administração pública não perdoa isso. Os prejuízos dos anos perdidos, como os do ano passado, dificilmente se recuperam. O número de alunos aumenta, o das pessoas que necessitam de cuidados de saúde também, bem como o de pessoas em busca de empregos, problemas com o trânsito, etc. Não temos mais espaço para cometer erros administrativos e nem políticos. Nossa infra-estrutura é carente, os problemas cresceram nestes últimos 20 anos. mais rápidos que o desempenho de nossos gestores. É verdade que isto tem sido histórico em Porto Seguro, mas não se pode mais errar.

TT - Existe possibilidade de você reconsiderar o seu posicionamento? Há perspectiva de diálogo com o prefeito?

MB - Tenho mantido um diálogo com o prefeito há pelo menos um ano com relação a estas nossas divergências, inclusive depois que saí da Secretaria de Planejamento. Ele sabe exatamente o que eu penso a respeito.
Portanto, não é falta de dialogo e nem de boa vontade da minha parte, simplesmente nós divergimos de uma maneira muito profunda quanto à maneira de administrar nosso município, e esta divergência eu acho muito difícil de contornar.
Todos me conhecem e sabem que eu sou um homem de diálogo. Se não fosse, no primeiro dia que cheguei ao meu escritório na Secretaria de Finanças e uma pessoa se apresentou como superintendente de Tributos, sem eu nem saber quem era, eu teria pegado meu boné e ido embora. Eu, não! Acho que como vice-prefeito, tinha a responsabilidade de alertar, de mostrar os caminhos e tentar contornar. E problema de diálogo não tenho nenhum. Se tiver que ligar para o Abade e ir na casa dele e conversar, não tem problema nenhum. Só que tem que ouvir e discutir. Não adianta o diálogo virar um monólogo.

TT- Em algum momento, você tentou conciliar os seus interesses com os do grupo político que está no poder?

MB - Sem dúvida nenhuma, logo que percebi que estávamos desmontando o que funcionava bem, e principalmente quanto vi o aumento excessivo da folha de pagamento em maio ou junho de 2009, que chegou a atingir durante três meses quase R$ 2 milhões de reais acima do que era possível suportar, causando o princípio dos atrasos de fornecedores. Alertei formalmente a Edesio e ao próprio prefeito que estávamos trilhando um caminho muito perigoso. E desde então, nunca me furtei a tentar conciliar, eu diria não nossos interesses, mas sim nossa visão de como administrar o município. E você, Miro, é testemunha de que tenho feito sempre este esforço, até porque acho que é uma das minhas responsabilidades como vice-prefeito.

TT - Qual a avaliação que você faz da presente situação política, administrativa e social do município?

MB - Acho que o município vive uma situação política extremamente delicada. A maioria das forças políticas mais representativas de nosso município não apóia de fato o governo, e conseqüentemente não ajuda, apesar do esforço louvável da Câmara de Vereadores para reverter este quadro. Ainda temos pela frente uma eleição em outubro, onde a participação e o posicionamento do governo municipal serão muito cobrados e avaliados. Administrativamente, apesar da recuperação gradual de alguns setores a um custo muito alto para o município, já que eram setores que tinham sido desmontados no ano passado, como um todo ainda é muito ruim.
Estamos em abril e, a exemplo do ano passado, ainda temos muitas salas de aula sem professores, algumas escolas sem aula, falta de carteiras escolares, com a merenda deficitária até poucos dias atrás. Dificuldades também na saúde, principalmente na qualidade de nossos postos. Limpeza pública ruim, ruas esburacadas, ausência de administração no Arraial, Trancoso e Caraíva, de onde temos recebido reclamações veementes.
O IPTU vai ser cobrado com quase dois meses de atraso, quando os contribuintes já foram alcançados pela baixa temporada, e há mais de um ano nenhum contribuinte consegue se comunicar com a prefeitura por falta de internet e telefone, seja fixo ou móvel, que estão cortados por falta de pagamento. E ainda acham que isto é normal ou uma grande economia. Tivemos até agora, em apenas 14 meses de administração, 27 diferentes secretários em 14 secretarias, e ainda temos três sem secretários. Estas são as atribuições básicas do município, mas também temos uma estrutura administrativa pesada, com excesso de secretarias, falta de planejamento e de objetivos comuns das mesmas, que precisam trabalhar integradas, já que o governo é um só.

TT – O prefeito não faz porque não quer ou porque não tem capacidade?

MB - Para mim, é muito personalismo e falta de gestão. Podemos até entender que os planos de governo feitos na campanha são muito difíceis de serem cumpridos, mas num plano de governo você tem que ter um eixo. Tem três, quatro ou cinco coisas que são extremamente importantes. Você não pode perder a credibilidade de pagar em dia, não pode abrir mão de ser claro nas coisas que se faz, tem que manter a cidade limpa e iluminada, a saúde e a educação funcionando. Não tem plano de governo que não contemple isso, e que é uma linha mestra que tem que ser seguida. As coisas básicas têm que ser feitas. Agora é preciso se planejar, se organizar para fazer, porque a prefeitura arrecada para isso. Isto eu chamo de gestão. E não é por falta de funcionários. Acho que talvez tenha uma distribuição errada, com excesso de pessoas em determinados cargos e deficiência em outros, mas falta de funcionários não é..

TT - Como é administrar uma cidade com tantos problemas sociais, de segurança pública e de infra-estrutura?

MB - Acho que você tem que priorizar as ações. Se você não tiver seus problemas políticos e administrativos resolvidos, dificilmente vai sobrar recursos e tempo para o planejamento do social, porque você vai estar sempre correndo atrás de alguma coisa. Se você não conseguir resolver isso, dificilmente consegue ter uma visão social global. É lógico que dá para atender através da Secretaria de Ação Social alguma coisa, mas é muito pouco em face do que precisa. Nós não temos resolvido o problema político e nem o administrativo do município. O governo municipal está muito isolado e faltam parceiros para resolver as coisas. Porto Seguro, em virtude de receber muitos turistas por ano, chegou a ser, por 10 anos, uma das cidades que mais cresceu no Brasil e a qualidade da administração pública não acompanhou esse crescimento. Há uma defasagem muito grande. Nossa arrecadação é pouca para o que precisamos. Entretanto, se você tem uma arrecadação inferior ao que precisa e ainda não planeja como gastar aquele dinheiro, a situação fica mais caótica. Quanto à questão social, no caso da Secretaria de Ação Social, o pastor Portela chegou a sair por falta de um apoio maior, porque a administração não estava funcionando. Tinha até um pouco de dinheiro, que veio do governo federal para algumas ações. Acho que no nosso caso aqui, o governo municipal tem que lidar com a questão do drogado, a questão dos meninos de rua e de uma casa de passagem. Tem que ter um plano específico para isso, mas para tanto tem que estar fortalecido política e administrativamente e sobrar um dinheirinho para fazer. Senão acaba não fazendo.

TT - Você teve alguma oportunidade de participar de uma reunião com todos os secretários ao mesmo tempo?

MB – Não, nunca teve uma reunião de trabalho com todos os secretários desde que começou o governo. Teve uma ou duas, mas foi mais para pontuar alguma coisa ou para puxar a orelha de um ou outro secretário em público. Então, como é que você faz um governo onde não tem um objetivo comum? Secretaria sozinha pode atingir o objetivo dela parcialmente, mas o governo é um só. E tem que ter a cara de quem manda, a cara do prefeito. Cada secretaria tem que trabalhar par ajudar a outra. Como acontecia no passado. De qualquer forma, falta isso no prefeito Abade. Já falei isso com ele e ele reconhece. Ele tem que dar uma unidade para as coisas. E todas as secretarias têm que estar trabalhando e os secretários têm que estar inteirados do que está acontecendo. É a única maneira de você defender o governo. É difícil, hoje, alguém dentro do governo defender o governo, por causa desta dispersão.

TT - Por qual motivo você acha que ainda não foi feito o Portal da Transparência?

MB - Acho que por falta de planejamento e também de vontade, levamos um ano modernizando nosso site, que ficou razoável, mas não tem o uso que precisa ter. É preciso se colocar lá toda semana quanto se arrecadou na praia do Espelho, na Cidade Histórica, no Píer, e se o dinheiro está depositado no fundo, quanto tem no fundo e quanto saiu da conta. Quando você vê a comunidade se revoltando e questionando a geração das receitas nos parques criados, é porque falta transparência nas atitudes e nas contas. A transparência é hoje o nome da boa relação dos administradores públicos com a população. Não tem outra fórmula. É possível se fazer um resumo mensal da arrecadação própria, dos repasses, das taxas dos parques, dando uma maior transparência a administração municipal.

TT - No tocante às obras prometidas, devem ser concluídas ainda neste mandato?

MB - Acredito que sim, embora não hajam muitas obras sendo executadas. As que existem, na sua grande maioria, dependem de verbas dos governos estadual e federal. Posso citar o programa Minha Casa, Minha Vida, que é inteiramente do governo federal. Tem também o projeto da construção de um hospital no Baianão, que já tem uma verba assegurada pelo governo do Estado e no qual acredito que será cumprido o compromisso assumido pelo governador Jaques Wagner. Existe desde a gestão passada, um projeto de calçamento do bairro Vila Vitória, que foi orçado em mais de R$ 2 milhões, cuja respectiva ordem de serviço deverá sair em breve. Também tem um projeto de calçamento de ruas do Baianão, com recursos do estado, num montante superior a R$2 milhões, em fase de processo licitatório. Com recursos do município, há a praça da feirinha, o mercado municipal e o estádio de Vera Cruz, que não representam grandes valores. Temos que ter muita cautela ao anunciar novos projetos, pois seria irresponsável fazê-lo, sem honrar nossos compromissos com os fornecedores, que estão passando por grandes dificuldades.

TT – Como você analisa o troca-troca de secretários e o número excessivo de secretário de fora?

MB - É um fato grave em qualquer administração municipal. Para mim, trata-se de falta de planejamento. Acredito que nenhuma troca até hoje se justificou, nem pela inoperância de quem estava e nem pela capacidade indiscutível de quem viesse para substituir esta pessoa. Acho que é muito mais em cima de arroubos ou por personalismo, porque não se tem motivo nenhum, por exemplo, para ter tirado Odenir e colocar Jader e já ter substituído Jader por Luís. Alguns pediram para sair, mas a maioria foi exonerada. Não acredito que nós precisemos trazer secretário de fora, a não ser que seja uma pessoa extremamente incontestável na sua capacidade e que vá agregar um grande valor numa área extremamente importante para Porto Seguro. E o que nós tivemos não foi o caso. Alguns substituídos são reconhecidos pelo prefeito como pessoas competentes e que fizeram um bom trabalho. Como foi o caso do Paulo Cesar. Em administração pública a gente paga muito caro por isso. São erros que não podemos cometer, pois interrompe um projeto. Além disso, acho que Porto Seguro tem pessoas capazes para ocupar qualquer secretaria. Hoje, as duas grandes secretarias – Educação e Saúde - que têm 85% do pessoal e do orçamento do município são administradas por pessoas de fora.

TT - Porto Seguro é uma cidade com forte vocação turística. O que falta para ocupar a posição de destaque que deveria ter?

MB - Na questão econômica, não se pode negar que a atividade turística é a grande mola propulsora de 80% a 90% da nossa economia. Podemos até imaginar que outras atividades possam ser complementares, mas ela é a mais importante. Se não soubermos gerenciar esta atividade, a atração de outras atividades econômicas fica muito difícil. No turismo, precisamos ter algumas coisas básicas, como uma cidade bonita, que hoje nós não temos, e nossa população satisfeita, que também não temos. Precisamos desenvolver um planejamento estratégico que mostre quais são os caminhos para o futuro da nossa cidade. Foi por este motivo que quando saí da Secretaria de Finanças aceitei ficar um tempo na de Planejamento para ver se conseguíamos viabilizar um plano estratégico para Porto Seguro, que custa mais ou menos R$ 1,5 milhão.

Também é preciso que se faça divulgação da cidade, com participação em feiras, o que foi muito bem feito neste ano, junto com trade. O Paulo César fez isso muito bem. Um Calendário de Eventos é essencial. O prefeito tem que ter a Secretaria de Turismo como a mais importante de todas, pois quando o turismo está indo bem, a economia vai bem e todas as outras áreas tendem a ir bem.

TT - Dos 10 a 12 milhões que a prefeitura arrecada por mês, quanto é destinado para a Secretaria de Turismo?

MB - Olha, o comprometimento do prefeito junto com o trade turístico, que foi feito há alguns meses, com relação a um plano de divulgação da cidade, incluindo participação em feiras, confecção de material, publicidade, era de cerca de R$ 2 milhões, sendo que a prefeitura tinha se comprometido a entrar com R$ 1 milhão, num projeto que começaria em janeiro e terminaria em dezembro deste ano. No ano passado, não foi investido em turismo nem R$ 500 mil. Muito pouco. Acho que quando tivermos um planejamento estratégico quanto à atividade turística, vamos também ter que encontrar alguns meios para que o setor gere receita, de uma maneira clara e transparente. O Parque do Espelho, em dois ou três meses após ser criado, arrecadou mais de R$ 200 mil. São pontos de arrecadação que precisamos canalizar para o turismo e o meio ambiente de uma maneira transparente. Você tem o Fundo Municipal de Meio Ambiente, que deve ter cerca de R$ 800 mil em caixa, proveniente de uma única fonte de arrecadação que é a visitação do Parque Marinho do Recife de Fora. Então, você tem que criar para o turismo esta capacidade de gerar receita. Temos que olhar a atividade turística como um negócio, e não como uma secretaria isolada.

TT - Nossa redação recebeu denúncias de que os valores arrecadados na praia do Espelho e na Cidade Histórica não estariam sendo repassados para a prefeitura. Você tem conhecimento?

MB - O que tenho conhecimento é que algumas entidades, como uma associação da praia do Espelho, tinham entrado com ação no Ministério Público pedindo esclarecimentos quanto à aplicação dos recursos. A aprovação da lei que prevê a cobrança da taxa para a Cidade Histórica e para a Praia do espelho é extremamente importante e válida. Hoje, se você vai a qualquer lugar turístico do mundo paga para ter acesso a qualquer coisa e aqui também é justo se pagar. Agora, tem que se prestar o serviço em contrapartida a esse pagamento e ser transparente para a sociedade com relação a esse dinheiro.

TT - Que rumo pretende tomar?


MB - Pessoalmente, vou recomeçar a cuidar de minhas coisas pessoais, como a pousada e uns projetos imobiliários que estou desenvolvendo em Santo André. Também estou estudando uma possibilidade de ajudar na reconstrução do Credisul, com o apoio de algumas pessoas que entendem que uma cooperativa de crédito é muito importante para nossa região. Politicamente, sou vice-prefeito, eleito com muita honra, e junto com pessoas que tenham a visão política e administrativa semelhantes a minha, para nossa Porto Seguro, vamos seguir construindo uma relação que nos permita ajudá-la no futuro. É verdade que escolhi esta cidade para viver, mas também é verdade que ela me escolheu três vezes para servi-la. Esta é a minha grande responsabilidade: servir a quem me escolheu.

TT – Faça um breve relato de sua trajetória pessoal e política

MB - Estou aqui há 22 anos, construí minha Pousada e constituí aqui minha família. Tenho dois filhos, Theodoro e Paulo, e minha mulher Denise é porto-segurense. Eu sou gaucho de Bagé. Sou engenheiro agrônomo de formação. Fui bancário por muitos anos, trabalhei no Chase Manhatann no Brasil, ocupando varias funções, inclusive de diretor e de vice-presidente.
Devo minha estréia na política ao Partido Verde e a Heitor Siqueira, que fundou o PV em Porto. Ele precisava de um nome para completar a chapa para disputar as eleições em 2006 e me convidou. Aceitei e fui eleito vereador. Sou uma pessoa esportiva e de hábitos simples, procuro exercer as funções publicas no verbo estar e não no verbo ser.

TT - Caso você se candidatasse ao cargo de prefeito, quem você convidaria para ser seu vice na chapa: Jânio ou Abade?

MB - (risos...) O Abade uma vez não aceitou, e o Janio não aceitaria, porque tem outros planos. Temos muitos políticos que, tenho certeza, ainda vão trabalhar muito por nossa cidade.

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Comentários 

 
+1 #12 É verdadeAíla 27/05/2010 16:12
Reclamamos, reclamamos e porque não fazemos NADA além de reclamar? Nós temos tudo que precisamos para mudar o que existe meu povo!! DEMOCRACIA, só fica na administração quem a SOCIEDADE aceita!!Lembra dos Cara Pintadas?? Pois é...porque não nos revolucionamos novamente hein?
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0 #11 RE: Miguel Ballejo rompe com o governo Abadejuscilene 27/04/2010 07:29
Foi mesmo! Jura! acho que porque o outro desfez a famosa alianca politica e deixou de da a parte dele. menos um...
e o povo ainda acredita. Tao honesta essa gente!kkkkkkkkk kkkkkkkkkkkk
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+2 #10 MudançasFlavio 26/04/2010 23:51
Prefeito deve ser formado em economia! Vereador no minimo ensino medio!
Vejo tanta incompetencia, assim nenhuma administração pode funcionar!
Quem arruma um emprego na prefeitura já acha que comeu a inteligencia com colher, quase explode de arrogancia! (Há exeções!)
Prefeito e cia. deve ser obrigado tratar a saude no proprio municipio! E os filhos deviam estudar na escola municipal. (Por lei)
Assim tudo melhora rapidinho ou nenhum interesseiro vai querer esses cargos! Só vai ter pessoas bem intcionados.
Um vereador deve ganhar só 2 salarios, assim ninguem vai querer o cargo pelo dinheiro.....que é em 90% o unico interesse de ser vereador!
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-1 #9 EntrevistaVila 26/04/2010 21:50
miguel sempre fui seu pelo seu dialago
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+1 #8 ABADEAAM 26/04/2010 19:13
SERA Q VCS DO TUDO NA BHIA PODERIAM ENTREVISTAR ABADE,PERGUNTAN DO PRA ELE PORQUE ELE NAO FAZ NADA.
O Q ELE ESTA FAZENDO NO MANDATO DELE?
SIMPLESMENTE NADA!
QUEREMOS ALGUEM Q TRABALHE.
PARABENS A VCS DO TUDO NA BAHIA!
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0 #7 Parabéns Miguel e MiroAndré Fernandes 26/04/2010 15:50
Lugar de assassino e corrupto é na cadeia.
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-1 #6 Parabéns Miguel e MiroAndré Fernandes 26/04/2010 15:49
Miro e Miguel merecem o apoio da sociedade em sua cruzada por uma cidade melhor e menos corrupta.
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0 #5 Parabéns Miguel e MiroAndré Frenandes 26/04/2010 15:48
Parabéns, vice-prefeito e parabéns Miro. Até que enfim a podridao do governo Abade vai ser apresentada ao público.
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+1 #4 Só dói quando pensoCarlos Botelho Pinto 25/04/2010 21:23
Miguel, Abade Jãnio, Ubaldino, Bira, Uldorico, vereadores, Martins,...
Não existe pena de castração?
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-1 #3 RE: Miguel Ballejo rompe com o governo AbadeJ. Vital 24/04/2010 22:28
Replicando J. Vital:
Replicando paulo:
E a putaria do prefeito em São PAulo? Por que não está na primeira página?

ôxe...e pq estaria em nossa primeira página ?Acaso estamos em São Paulo ?
Caso não saiba, Sampa fica lá longe e tem um bocado de "primeiras paginas" para cuidar das ...como vc disse PT rias...
Ou vc quis dizer que NOSSO prefeito fez alguma coisa errada por lá ?
Pôxa...vc é um bocado confuso ao descrever uma denúncia. Tente novamente.

OOOPSSS...parece que tem coisa que eu não sabia ainda. A explicação está no Blog do Zé Ninguém. Portanto, peço desculpas ao caro leitor Paulo.
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0 #2 falta de fala claraJ. Vital 24/04/2010 18:25
Replicando paulo:
E a putaria do prefeito em São PAulo? Por que não está na primeira página?

ôxe...e pq estaria em nossa primeira página ?Acaso estamos em São Paulo ?
Caso não saiba, Sampa fica lá longe e tem um bocado de "primeiras paginas" para cuidar das ...como vc disse PT rias...
Ou vc quis dizer que NOSSO prefeito fez alguma coisa errada por lá ?
Pôxa...vc é um bocado confuso ao descrever uma denúncia. Tente novamente.
Réplica
 
 
-2 #1 duvidapaulo 24/04/2010 17:04
E a putaria do prefeito em São PAulo? Por que não está na primeira página?
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